Para que serve uma marca forte? Sob o ponto de vista econômico, para mudar a curva de demanda, para tornar seu consumidor menos propenso a buscar alternativas quando há variações de preço, entre outras vantagens.
O ponto aqui é: o que fazer para sair da inércia e ser uma marca lembrada pelos consumidores ou tomadores de decisão?
Segundo o Professor Ivan Rizzo, Graduado (FGV) e Mestre (ESPM) em Administração de Empresas, doutorando em comportamento do consumidor pela EACH-USP, Não há bala de prata, mas é possível criar um Check list para ver o nível de adequação da sua estratégia atual.
Prejudicial ao mercado
Em conversa com a redação, Ivan contextualiza o tema usando bases teóricas de sua biblioteca. Ele conta que ao revisitar a estante de livros se deparou com “O Poder do Mito”, livro no formato de entrevista com o autor Joseph Campbell e que teria influenciado George Lucas a escrever a saga Star Wars.
“O trabalho, resumido em duas linhas, buscava entender a construção de histórias mitológicas e sua relação com o inconsciente humano e ajudou a sintetizar esse conhecimento na construção da Jornada do Herói: a transformação de uma pessoa comum que por meio da superação de adversidades e escolhas difíceis se transforma em um mito.
Paro por aqui e convido você a ler o livro e realinho meu foco para a construção de marcas”, provoca o professor.
E ainda comenta que no mesmo dia escutava um Podcast com Caito Maia, o fundador da Chili Beans, no qual ele afirma que 80% das empresas brasileiras não pensa em marcas, e como isso é prejudicial ao mercado.
Ivan Rizzo então busca as bases teóricas para revelar como se dá a construção da marca. Ele explica que o autor Graham Hooley dá uma sugestão tão simples quanto eficiente e pede para observar seu fit estratégico, ancorado no tripé;
1) Necessidades mercadológicas;
2) recursos organizacionais;
3) estratégia de marketing.
Quanto a necessidades mercadológicas
A solução que minha empresa traz para o mercado é temporária ou permanente?
Vender guarda-chuva com tempo ruim é fácil! Tenho eficiência no entendimento do que o mercado precisa?
Ou estou sempre correndo atrás?
Os recursos organizacionais
Eles são satisfatórios para as demandas atuais de mercado?
E para capturar oportunidades eventuais?
Tenho repertório e time para planejar o futuro?
A(s) equipe(s) sabe(m) como será a cobrança e como devem demonstrar os resultados das campanhas?
Ou você se limita a ver alcance de posts dada pela própria rede social – dado o qual o seu concorrente também tem acesso?
Minha estratégia de marketing é clara?
Se estou em uma multinacional, o planejamento central permite algum nível de autonomia decisória?
Sei quando estou trabalhando giro e como isso penaliza a construção da minha marca?
O consumidor reconhece os meus esforços e vincula aquelas características a mim ou estou em um lugar comum do mercado?
Checklist objetivo
O professor Rizzo diz que de forma resumida, o checklist acima não é exaustivo nem definitivo.
“Pode haver pressões de curto prazo que demandem algum nível de sacrifício, e sua marca paga a conta. Mas sem se fazer essas perguntas diariamente a chance de ser apenas mais um na mente do consumidor é bem grande”, alerta ele.
Portanto, a gestão de marca, promove a criação de estratégias de posicionamento para que os clientes reconheçam determinada marca e tenham sua lembrança positiva quando mencionada.
Tal reconhecimento é fundamental no que diz respeito à geração de valor e competitividade para as empresas.
Se uma marca é sempre lembrada positivamente em sua categoria, ela se estabelece junto ao público como referência e autoridade naquele segmento.
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Fonte: Redação FIA – LABFIN.PROVAR






