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Ser um bom negociador é uma habilidade que pode ser adquirida

jun 28, 2022 | Pessoas | 0 Comentários

Para ser bem-sucedida, toda negociação deve se dar por meio de técnicas que auxiliem na preparação estratégica, na troca de informações, nas propostas de soluções e no compromisso final entre as partes implicadas.

Você pode estar pensando, com razão, que tal habilidade não se adquire de um dia para o outro. De fato, assim como qualquer competência, a negociação exige tempo de estudo, prática e maturação para se desenvolver mais plenamente.

O que é negociação?

A negociação é um processo através do qual as partes envolvidas se deslocam de suas posições originais, inicialmente divergentes, para um ponto no qual o acordo possa ser realizado.

Sendo assim, uma atividade tática, estratégica e comportamental, negociar implica comunicação e movimento em direção ao que o outro pensa, de modo a ajustar os pontos de vista para um comum acordo e a satisfação dos interesses de ambas as partes.

Base nos princípios

Basicamente, para se fazer uma negociação baseada em princípios, é preciso observar o problema, os interesses, os critérios e as opções.

Ao reconhecer o problema em que as partes da negociação estão implicadas, um dos principais cuidados que se deve ter é no foco do ataque.

Em outras palavras: deve-se atacar o problema, não o seu adversário, num processo negocial.

Para que este seja fluido e os dois lados saiam da negociação de algum modo atendidos, procure saber os interesses da outra parte.

Ou seja, busque os interesses comuns, e não o posicionamento polarizado. Nesse sentido, fazer perguntas é tão importante quanto dar respostas, uma vez que, ao questionarmos, coletamos mais informações da outra parte.

Vale destacar também que fundamentar a proposta de opções — ou seja, soluções advindas da troca e das conversas entre os interlocutores — em critérios, e não em aspirações pessoais, faz com que a negociação seja mais equilibrada.

Dito de outra forma, procure construir soluções em conjunto, e não baseadas na inflexibilidade de posicionamento.

Negociação distributiva versus integrativa

Segundo o autor americano Howard Raiffa (autor do clássico A arte e a ciência da negociação), existem basicamente dois tipos de negociação: a distributiva e a integrativa.

Sinônimo de competição, a negociação distributiva é aquela em que as metas das partes estão em conflito acirrado com o outro lado.

Nesse tipo de negociação, quem tem o poder geralmente o exerce de modo desequilibrado e a disputa se dá como num cabo de guerra, em que há pouca troca efetiva de informações e a inflexibilidade predomina.

Já na negociação integrativa, pelo contrário, prevalece o comprometimento com os interesses e as necessidades de todas as partes envolvidas.

Portanto, valoriza-se o intercâmbio de pontos de vista e ideias, visando a criação de soluções para ganhos múltiplos e não individuais.

Fica evidente, então, que o segundo tipo costuma trazer mais benefícios para ambas as partes.

Fluidez ao processo negocial

No entanto, a escolha pela negociação distributiva ou integrativa varia de acordo com o estilo dos negociadores envolvidos e do contexto do processo negocial.

Porém, por pressupor justamente a colaboração entre as partes, a integrativa tem a grande vantagem de conferir mais fluidez ao processo negocial, favorecendo a criação de valor duradouro, e não apenas o ganho imediato e restritivo.

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Fonte: FIA – LABFIN.PROVAR

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