• A Instituição
    • Nossa História
    • Nossos Pilares
    • Estrutura Organizacional
    • Números e Resultados
  • TCC Gamificado
  • Depoimentos
  • Blog
  • Conteúdos
    • Benefícios
    • Conteúdos Gratuitos
    • Pesquisa e Estudos
    • Teacher´s Lab
  • Portal do Aluno
FIA Business School
  • MBA e Pós-graduação
  • Curta Duração
    • Formação de Broker nos Mercados
    • EaD Curta Duração
    • Valuation
    • Psicologia para não Psicólogos no Ambiente Organizacional
    • Diversidade e Inclusão: Como entender e como implantar
  • In Company
  • Parceiros
Escolha uma Página

Como equilibrar as finanças da sua empresa durante a crise

maio 6, 2020 | Finanças | 0 Comentários

Veja dicas de como as empresas, principalmente as pequenas e médias, podem resistir às diversas consequências da crise

A imprevisibilidade e a complexidade da pandemia de COVID-19 têm gerado profundas mudanças na vida de todos os profissionais – desde a adesão ao home office até a redução de salário ou mesmo a quebra do contrato de trabalho. Não tem sido diferente para as empresas.

Na mesma medida, elas têm sido obrigadas a se adaptarem a um cenário que, mesmo após o fim (ou flexibilização) do período de isolamento social, dificilmente retomará a realidade pré-pandemia nos próximos meses.

Redução de receita, queda nas vendas, dificuldade com folha de pagamento, acúmulo de dívidas, adaptações para atender às mudanças no comportamento dos consumidores… São muitos os desafios já vivenciados pelas empresas de todos os portes.

Já compartilhamos aqui no blog algumas dicas de como podemos equilibrar nossas finanças pessoais para enfrentarmos a crise com mais segurança. Desta vez, pensando também no quanto a atual conjuntura tem desafiado a sobrevivência das empresas, trazemos uma entrevista com o professor Marcos Piellusch sobre finanças corporativas.

Coordenador dos cursos Engenharia Financeira, Operador de Mercado Financeiro e Valuation do LABFIN.PROVAR – FIA, além de docente de disciplinas de finanças, mercado financeiro e gestão bancária em diversas instituições, Piellusch dá dicas de como as empresas, principalmente as pequenas e médias, podem resistir às diversas consequências da crise.

***

A redução de receita e a dificuldade com a folha de pagamento são algumas das principais preocupações das empresas neste momento de agravamento da crise econômica. Quais ajustes nas despesas fixas e variáveis podem colaborar, de imediato e também a médio e longo prazo, no enfrentamento desses dois desafios?

Em primeiro lugar, o gestor deve organizar suas contas e avaliar o faturamento no regime de contingência. Em alguns casos a empresa pode ter suas atividades completamente suspensas, e nesse caso é mais complicado, pois não haverá receita. Em outros a receita será menor. Então, organizando a receita, as despesas fixas e variáveis, será possível avaliar o quanto a empresa está “no vermelho”, para verificar a necessidade de cortes.
A seguir, deverão ser avaliadas as despesas que podem ser temporariamente suspensas, além das flexibilizações previstas na medida provisória 936/2020 para reduzir os gastos com pessoal. É bom lembrar que essa medida prevê a possibilidade de:
– redução temporária da jornada de trabalho e consequentemente do salário ou
– suspensão temporária da jornada de trabalho
Essas medidas podem ajudar no controle dos gastos e na busca pelo equilíbrio das contas da empresa.
É importante pensar também na recuperação a ocorrer nos próximos meses. Não se pode esperar que logo com o retorno as vendas vão retomar o nível anterior. Assim, as medidas de restrição talvez tenham que ser mantidas por alguns meses. Por isso é necessário, mais do que nunca, elaborar um planejamento mês a mês considerando uma retomada gradual das vendas.

 

Em um cenário de muitas incertezas para diversos segmentos de negócios em função da atual pandemia, como as empresas podem se antecipar para enfrentar com mais segurança a previsão de continuidade na queda das vendas e a consequente redução de receita para os próximos meses?

A retomada das vendas certamente não será imediata, então o gestor deve considerar que a receita deve ser recuperada gradativamente. Dependendo do tipo de produto ou serviço, pode ser que as vendas não voltem ao nível anterior até o final do ano. Por isso, novamente a compreensão do histórico de vendas e a análise do portfólio de clientes e de seus hábitos são fundamentais para prever adequadamente a receita e a continuidade da empresa nos próximos meses.
É importante pensar que, ao sairmos da quarentena, as coisas não serão como antes. Esse isolamento social trouxe muitos aprendizados, e muitas empresas vão se destacar conforme conseguirem se adaptar ao novo cenário. A melhor forma de se antecipar é buscar manter a oferta de seus produtos e serviços em um novo ambiente, em que o distanciamento social poderá ser necessário por algum tempo.
Um dos impactos do isolamento foi a mudança no comportamento dos consumidores, e as empresas necessitam compreendê-la para se antecipar e oferecer seus produtos e serviços de forma a atingir as novas necessidades.
Considerando todos esses aspectos, recomendo que sejam feitos diferentes cenários, sendo um otimista, um mais provável e um pessimista. O otimista pode considerar uma retomada mais rápida, com a recuperação mais acelerada das vendas; o mais provável, com uma recuperação um pouco mais lenta; e o pessimista, com uma recuperação realmente muito lenta. É importante ser realista neste momento, não adianta projetar um cenário otimista com retomada no nível anterior, pois isso dificilmente irá ocorrer.
A partir desses cenários, devem ser considerados também os custos variáveis e fixos, bem como as despesas, para avaliar o resultado projetado nos próximos meses.
Além disso, é fundamental realizar a projeção de fluxo de caixa, que é diferente do resultado, pois considera efetivamente quando ocorrem os recebimentos e pagamentos. No retorno da quarentena, é esperado que os clientes peçam maior prazo para pagar, dificultando mais ainda a entrada de caixa para a empresa. Isso deve ser esperado, e por isso a empresa pode também negociar melhores prazos com fornecedores para aliviar a pressão no caixa.

 

Outros segmentos como e-commerce e delivery, no entanto, têm tido uma perspectiva de crescimento com a crise. Como tais segmentos podem, então, aproveitar o momento para fortalecer a saúde financeira de seus negócios a médio e longo prazo?

O mais importante é compreender a necessidade a que estão atendendo com seus serviços e procurar realizar esses serviços com qualidade. Alguns serviços de entregas, por exemplo, têm atendido à necessidade dos consumidores neste momento, mas não tem feito isso com a qualidade necessária. Se isso continuar ocorrendo, essas empresas não conseguirão reter os consumidores, perdendo-os logo que a quarentena acabar ou para outros concorrentes.
Entregar o produto ou serviço com qualidade, buscando atender à necessidade dos consumidores, pode levar à mudança do comportamento do consumidor, que vai preferir um serviço de delivery, por exemplo, à compra presencial na loja. Em relação à saúde financeira, essa mudança pode trazer vários benefícios às lojas, como redução no espaço destinado à exposição de produtos, quantidade de caixas, etc., podendo levar à redução de custos e despesas. Mas isso depende da iniciativa da loja em participar da prestação do serviço e fidelizar o cliente, pois com as compras a distância a comparação fica mais fácil e a fidelização pode cair.

 

Com a atual redução da taxa de juros em linhas de crédito, quais dívidas poderiam ser priorizadas, sobretudo na negociação com fornecedores, bancos e instituições financeiras, para um melhor equilíbrio das finanças das empresas, sobretudo aquelas de pequeno e médio porte?

As empresas devem analisar as projeções de receitas, custos e despesas e avaliar as necessidades de renegociação. A seguir, devem procurar os fornecedores para renegociar os prazos de pagamento. Essa negociação pode dar um fôlego inicial à empresa, mas é importante ser realista e avaliar se a negociação não irá apenas prorrogar o problema. É importante encaixar os pagamentos nas possibilidades de pagamento futuras da empresa. Se vai prorrogar um pagamento para o próximo mês, é importante avaliar se não haverá outros pagamentos acumulados e se não será necessário renegociar novamente, pois isso pode elevar o desgaste e aumenta o risco da empresa ficar inadimplente.
A negociação com bancos também deve ser feita, mas é importante avaliar as taxas de juros cobradas nas renegociações, para que os juros não tirem todas as vantagens decorrentes da prorrogação. Além disso, é fundamental que as parcelas do empréstimo ou financiamento caibam no fluxo de caixa da empresa. Esse é um momento para ser realista e transparente na renegociação, pois as instituições financeiras estão cientes da grave situação que vivemos e terão que ser flexíveis, para que os clientes não fiquem inadimplentes. Então, seja transparente e exponha a possibilidade de pagamento da sua empresa, para buscar uma negociação que atenda à sua necessidade e não prejudique o cumprimento das obrigações decorrentes das dívidas.

 

O acesso a linhas de crédito tem sido facilitado para micro, pequenas e médias empresas que têm enfrentado problemas de caixa e dificuldade com a folha de pagamento durante a pandemia. Entretanto, quais as principais precauções e avaliações que esses pequenos e médios negócios devem levar em consideração antes de optarem por um empréstimo?

Novamente é fundamental ser realista e encaixar as parcelas no fluxo de caixa da empresa. Não adianta obter uma linha de crédito apenas para prorrogar o pagamento. É necessário que essas parcelas caibam nos pagamentos mensais da empresa, sem comprometer a capacidade da empresa de cumprir as outras obrigações com funcionários, fornecedores e impostos.
Alguns impostos também têm tido seus prazos de pagamento flexibilizados. É importante que o gestor se programe para considerar esses pagamentos futuros em sua previsão.
Além disso, é importante avaliar as taxas de juros e negociar com as instituições, buscando as melhores condições.

***

Aproveite para se inscrever no webinar Valuation em tempos de crise, do qual o Prof. Marcos Piellusch participa ao lado do Prof. Giácomo Diniz, no dia 07/05, às 20h

Cadastre-se em nossa newsletter!

Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Notícias Recentes

  • Fintechs e Pagamentos: a nova lógica do varejo08/01/2026
  • Gestão baseada em valor forma líderes para decisões estratégicas08/01/2026
  • Lifelong learning: por que nunca parar de aprender18/12/2025
  • Liderança situacional fortalece a controladoria estratégica16/12/2025
  • Acreditação BGA fortalece a marca e a excelência da FIA11/12/2025

Categorias

  • Cenário econômico
  • Finanças
  • Inovação
  • Na Mídia
  • Pessoas
  • Varejo
Desenvolvido por FIA Business School - núcleo Finanças e Varejo. Todos os direitos reservados