Implementar o Business Intelligence é um passo para tomar decisões mais assertivas com base nos dados e otimizar o desempenho da empresa. Várias atividades se beneficiam dessa tecnologia, como a gestão de estoque e o controle de metas de vendas.
Para que um negócio avance é importante que as decisões precisam ser baseadas em informações. O grande problema reside em obtê-las.
Atualmente, existe abundância de dados disponíveis. No entanto, eles não podem ser utilizados puros para orientar decisões. É preciso processá-los para transformar em informação e, posteriormente, ajudar no trabalho dos gestores.
Por exemplo, saber que uma loja atingiu R$1 milhão em vendas no primeiro trimestre do ano não representa nada. Só é possível entender se esse número é satisfatório comparando com o quanto a loja vendeu no trimestre anterior, ou no mesmo período do ano passado, em relação à concorrência.
Sendo assim, essas comparações transformam o dado puro R$ 1 milhão em informação. Assim, o gestor poderá avaliar o desempenho em vendas e determinar as medidas mais adequadas para ajustar o curso do negócio.
Inteligência de Negócios
Antigamente, a transformação dos dados em informações era feita manualmente. As empresas contratavam profissionais exclusivamente para essa tarefa.
Porém, com o aumento no volume de dados, ficou mais difícil realizar esse trabalho à moda antiga. Por isso, foram desenvolvidas soluções de Business Intelligence (termo que em português significa Inteligência de Negócios).
Certamente essas tecnologias que permitem processar grandes conjuntos de dados e transformá-los em informações relevantes.
Portanto, isso é feito com alto nível de precisão e rapidez, de modo que sejam soluções confiáveis que aumentem a produtividade na gestão do varejo.
Benefícios para o varejo
O motivo geral para aplicar o Business Intelligence no varejo é a possibilidade de melhorar a tomada de decisão.
Dessa forma, a partir de informações concretas e objetivas, ocorre maior chance de conduzir a empresa ao resultado esperado.
Nesse hiato, é uma estratégia para reduzir os riscos.
No entanto, podemos ver como essa situação se aplica em diferentes atividades dentro do negócio de varejo beneficiando cada uma delas.
Confira alguns exemplos.
BI e gestão do estoque
Se uma empresa de varejo tem acesso à informação relevante sobre o que é vendido e o que tem no estoque, ela pode otimizar as reposições.
É interessante lembrar que estamos falando de informações complexas (por exemplo, o acompanhamento do volume de demanda conforme a sazonalidade).
Dessa maneira, evita-se que seja gasto dinheiro na compra excessiva de itens com pouca saída, que ficarão encalhados nas prateleiras, podendo passar do vencimento e ser perdidos.
BI e composição do portfólio de produtos
Quando uma empresa de varejo precisa decidir quais produtos incluirá no seu portfólio e quais itens vai oferecer aos clientes na loja, o BI também pode ajudar.
Nesse sentido, uma escolha errada é capaz de fazer a empresa perder muito dinheiro, como na escolha de um produto com baixa aceitação ou que passe despercebido quando ele poderia tornar-se best-seller nas prateleiras dos concorrentes.
Assim sendo, com Business Intelligence é possível obter informação sobre as tendências de interesse dos consumidores e apostar em itens com maior potencial para ser sucesso de vendas.
BI e gestão de fornecedores
Além de permitir uma gestão de estoque mais eficiente, o BI também é uma ferramenta poderosa para melhorar a gestão de fornecedores do varejo.
Vale a pena lembrar que o comércio é dependente dos fornecedores e que falhas na cadeia de suprimento podem ter um impacto crítico no desempenho das empresas varejistas.
Com o Business Intelligence é possível avaliar adequadamente a experiência com cada um dos fornecedores, levando em consideração vários fatores, como preços, prazos de entrega, qualidade das mercadorias, problemas vivenciados nos contratos.
Assim, os gestores têm a informação necessária para selecionar de forma objetiva os fornecedores com os quais será mantido vínculo.
Ao longo do tempo, são construídas parcerias sólidas com os fornecedores que garantem melhor experiência.
BI e metas de vendas
Outro exemplo interessante da aplicação do BI diz respeito ao controle de metas de vendas.
Empresas de varejo podem trabalhar com várias metas simultaneamente: coletivas, individuais, valor, volume e categoria de item. Existem até metas negativas, como a do desconto.
BI e marketing
O BI permite aprimorar o relacionamento da empresa de varejo com seus clientes, pois transforma seus dados em informação para entender melhor quem eles são e criar ações de marketing bem direcionadas.
Afinal, ações elaboradas sem foco no perfil do cliente correm um sério risco de “errar o alvo”.
Isso é importante às ações de trade marketing, voltadas à divulgação do produto no ponto de venda.
O perfil dos clientes pode mudar conforme a empresa de varejo e até mesmo entre as diferentes unidades de uma mesma empresa. As ações devem refletir essas diferenças para falar diretamente ao público que frequenta e compra na loja.
BI e finanças
As decisões financeiras são mais complexas. Com o BI, é possível alcançar uma compreensão sistêmica das finanças da empresa de varejo, combinando dados sobre vários aspectos, como fluxo de caixa, taxa de inadimplência, nível de endividamento com instituições financeiras.
Uma visão geral permite tomar decisões mais conscientes em relação ao seu reflexo.
Tenha em conta que as finanças são um sistema, cada um dos aspectos afeta os demais. Por exemplo, se a taxa de inadimplência aumenta, ainda que seja apenas 1%, ela enfraquece o fluxo de caixa, que dependeria dos pagamentos não realizados pelos clientes.
Pode ser difícil combinar todos esses aspectos em uma análise tradicional, mas, com a ajuda da ferramenta de BI e de seus poderosos dashboards (painéis de controle que combinam várias informações), é possível.
Agregue ainda mais conhecimento
Para ter bons resultados na implementação dessa tecnologia, os gestores (e até mesmo profissionais que aspiram a alcançar um cargo de gestão futuramente) precisam entender o Business Intelligence a fundo.
Esse entendimento pode ser obtido com um curso de pós-graduação, já que, dada a importância da tecnologia, é assunto abordado na grade curricular dos cursos de gestão de varejo. O foco não é técnico, mas gerencial e estratégico.
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Fonte: Redação FIA – LABFIN.PROVAR






