A cada década vemos o aumento da representatividade do público feminino na atuação em diversos setores do mercado. Após manifestações em busca por mais espaço nos ambientes corporativos, naturalmente as mulheres vêm ganhando oportunidades e demonstrando sua força de trabalho.
Podemos notar a grande parcela de líderes do gênero feminino nas empresas e o crescimento da sua presença em todas as áreas e profissões. O que é lembrado quando se comemora o Dia Internacional da Mulher.
Porém, essa data foi oficializada em 1975 e, na verdade, se remete à luta por igualdade no ambiente de trabalho, devido a acontecimentos do final do século XIX e início do século XX, tanto na América do Norte quanto na Europa, quando movimentos populares trouxeram à tona a importância de valorização da mulher nos empregos.
Consequentemente, com o passar dos anos ficam mais nítidas as alterações no modo de vida das pessoas. E, nos dias atuais, há uma crescente valorização das atividades realizadas pelas mulheres e que geram admiração de todos. Isso fica mais aparente em negócios e meios que antes eram de maioria masculina.
Busca por novas áreas de atuação
O interesse das mulheres também mudou, portanto muitas delas procuram desenvolver sua carreira em setores pouco explorados pelo público feminino, seja por fatores culturais ou mesmo devido a preferências pessoais.
Dessa forma, percebemos um maior volume de mulheres que realizam provas de certificações e procuram formação em cursos na área financeira, como o CFA, que é reconhecida no mercado financeiro. Essa certificação possibilita atuar nesse segmento em diversos países, além de permitir que realize consultoria.
Para citar um exemplo, segundo dados da Chartered Financial Analyst Society (CFA), atualmente 18% das mulheres de todo o mundo possuem essa certificação, sendo 11% no Brasil em relação aos homens.
Uma informação que mostra o avanço ainda tímido, porém importante em um universo de mais de 170 mil profissionais com certificado para atuar em investimentos financeiros.
Em relação aos cursos de Finanças, pelo menos nas aulas de Pós-graduação e MBAs da FIA -LABFIN.PROVAR observamos quase metade da sala formada por pessoas do gênero feminino, demonstrando o quanto as mulheres buscam conhecimento nessa área e pretendem alcançar novos patamares na carreira.
Mulheres empreendedoras
Já no setor varejista, o empreendedorismo feminino está em alta. Com a pandemia, surgiram necessidades que impulsionaram projetos e mudanças nos empregos, nas famílias e, portanto, na atuação das mulheres.
De acordo com estudiosos, as mulheres, em média, apresentam um estilo de liderança voltado para o relacionamento interpessoal e tendem a serem líderes mais intuitivas, sensíveis e empáticas. Por conta disso, suas estratégias são pautadas em ações mais humanizadas. Além disso, elas costumam inspirar seus liderados compartilhando um propósito alinhado à missão da empresa e que estimule a consciência e o desenvolvimento das pessoas.
No último Ranking IBEVAR, as mulheres de destaque no mercado de trabalho em empresas do Varejo receberam um prêmio especialmente dedicado a elas. Mais uma vez, a prova de que o desempenho feminino é positivo para os negócios e, por isso, elas merecem reconhecimento.
Diversas organizações brasileiras contam com recursos bem empregados e altos resultados, devido ao papel das lideranças femininas. O modelo de gestão empregado pelas mulheres tem gerado bons frutos.
Por exemplo, recentemente uma empresária brasileira recebeu destaque em um importante ranking. Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho Administrativo da Magazine Luiza (conhecida hoje como Magalu) marcou presença na categoria “Titãs”, do ranking divulgado da revista Time em setembro de 2021 e foi a única brasileira na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo.
A tendência é de que a participação das mulheres cresça ainda mais, considerando também outras frentes necessárias para a qualidade do trabalho e o desenvolvimento da sociedade. Mais do que a igualdade de direitos, existem barreiras a serem vencidas constantemente nas empresas, para obter um clima organizacional saudável e que respeita as diversidades.
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Fonte: FIA – LABFIN.PROVAR






