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Como equilibrar as finanças pessoais durante a crise

abr 23, 2020 | Finanças | 0 Comentários

Confira as dicas do Prof. Marcos Piellusch para mantermos nossa saúde financeira em equilíbrio em tempos de pandemia

A pandemia do novo coronavírus surpreendeu a todos pela sua rápida disseminação ao redor de todo o mundo em pouquíssimos meses. Os efeitos da crise atingem muito mais do que os domínios da saúde, gerando profundas transformações em todos os âmbitos da vida. Na economia os abalos são mensurados paulatinamente e tendem a se estender por muitos meses. Consequentemente, os profissionais de todas as áreas vêm enfrentando mudanças significativas em suas realidades, desde a adesão ao home office até a redução de salário ou mesmo a quebra do contrato de trabalho.

Pensando no quanto o atual cenário de incertezas e contenções pode abalar a saúde financeira de toda a sociedade, trazemos neste artigo uma entrevista com o professor Marcos Piellusch. Coordenador dos cursos Engenharia Financeira e Valuation do LABFIN.PROVAR – FIA, além de docente de disciplinas de finanças, mercado financeiro e gestão bancária em diversas instituições, Piellusch dá dicas de como equilibrar as finanças pessoais durante a crise.

***

No caso de haver redução de renda ou mesmo suspensão de contrato de trabalho de um profissional já em situação de endividamento, quais poderiam ser os primeiros passos para a negociação das dívidas com bancos, instituições financeiras e outras prestadoras de serviço?

Em primeiro lugar, a pessoa deverá fazer um levantamento de todas as dívidas que possui, separando por tipo de dívida: com prestadoras de serviço (luz, telefonia, etc.), cartão de crédito, financiamento de bens, financiamento de imóveis, empréstimos bancários e outros.
Em seguida, a pessoa deverá avaliar os recursos disponíveis para poder quitar essas dívidas. Não que esses recursos sejam usados de forma imediata, mas devem ser levantados para avaliar a situação.
Então, a pessoa deverá levantar os gastos mensais fixos e que não possam ser cancelados ou suspensos e avaliar a possibilidade de reduzi-los.
É recomendável que se tente diminuir os gastos ou mesmo suspender os supérfluos. Para que isso ocorra, é necessário fazer o levantamento e avaliação cuidadosa.
Após os levantamentos e as estimativas de redução, a pessoa deverá verificar quais dívidas devem ser quitadas com mais urgência e avaliar se os valores de renda são suficientes para cobrir os gastos mensais e pagar as dívidas.
A conta é simples: Renda – gastos fixos mínimos = Sobra. Essa sobra deve ser o valor programado para pagar as dívidas. Se não for, é preciso renegociar. Não adianta ficar tentando driblar os pagamentos, é preciso ser transparente e sincero com as contas mensais. Se o que sobrou não dá para pagar as prestações atuais, a pessoa deverá renegociar algumas dessas dívidas.
Se for o caso, os recursos disponíveis em reservas (Poupança e outros investimentos) podem ser usados para quitar algumas dívidas. Mas cuidado, pois é importante sempre ficar com alguma reserva para emergências.

 

Ainda na mesma perspectiva (mas também levando em conta aqueles que não estão endividados), quais ajustes nos gastos da vida cotidiana podem colaborar, de imediato e também a médio e longo prazo, para o equilíbrio das finanças pessoais num momento de agravamento da crise econômica?

A dica é a mesma. É necessário levantar os gastos fixos, os variáveis, os que são indispensáveis e os que são supérfluos. Em seguida, a pessoa precisa avaliar a possibilidade de reduzir ou cortar alguns supérfluos, para que consiga arcar com os gastos mínimos (alimentação, saúde, educação, moradia) durante o período em que a renda foi reduzida.
Essa dica é especialmente importante para profissionais liberais ou para aqueles que tiveram sua renda reduzida ou comprometida devido ao período de contingência. Quem tem renda variável precisa saber exatamente quais gastos são fixos e indispensáveis e quais são supérfluos. Mesmo em períodos de atividade normal, é comum que um mês tenha menos rendimentos que outro. Nesse caso é indispensável conhecer esses valores para tomar decisões sobre os gastos supérfluos.

 

Com a atual redução da taxa de juros, quais dívidas poderiam ser priorizadas, sobretudo na negociação com bancos e instituições financeiras, para um melhor equilíbrio das finanças pessoais?

As dívidas mais caras devem ser negociadas ou quitadas com prioridade, sobretudo saldo de cheque especial, cartão de crédito e outros empréstimos e financiamentos que tenham taxas de juros mais altas. Com a queda na taxa de juros e a situação atual de muitas pessoas, as instituições podem oferecer condições favoráveis para quitação de parcelas em atraso. Então, procure sempre o seu banco ou financeira para tentar negociar, fazendo isso diretamente com o gerente da conta e evitando os canais de atendimento compartilhados (centrais de atendimento), pois esses costumam ter menos margem para negociação.
Outros financiamentos e empréstimos também podem ser renegociados ou transferidos para outras instituições com condições mais favoráveis. Se você estiver pagando uma parcela de financiamento imobiliário, por exemplo, avalie a possibilidade de renegociar o contrato ou transferir para outra instituição que ofereça taxas mais baixas. Essa redução nas taxas de juros pode acarretar em uma parcela menor.
Avalie também os impostos e outras parcelas de contas que podem ser prorrogadas. As instituições e prestadoras de serviços geralmente preferem negociar os valores em atraso de forma amigável a simplesmente não ter o pagamento recebido.
Isso deve ser feito lembrando sempre que o valor destinado ao pagamento de dívidas deve ser igual ou inferior ao valor que sobra após os gastos fixos mensais.

 

Caso um profissional tenha dificuldade com a administração e o pagamento de suas contas essenciais em virtude de eventual redução de renda em meio à pandemia de COVID-19, é recomendável que o uso de sua reserva de emergência seja, de imediato, a primeira estratégia a se recorrer? Quais outras estratégias seriam possíveis?

Dependendo do valor dessa reserva, é possível utilizar parte dela para quitar as dívidas. Porém, é importante verificar se a pessoa ainda tem renda mensal suficiente para pagar os gastos fixos indispensáveis. Caso contrário, não adianta nada pagar as dívidas e não ter recursos para pagar os gastos fixos.
Se a pessoa tiver uma reserva e tiver que usar parte dela para completar os gastos fixos mensais, faça a conta considerando aproximadamente quatro a seis meses de gastos fixos, usando apenas o restante para pagar as dívidas.
Por exemplo, se a pessoa teve sua renda mensal reduzida para R$ 3000 e os gastos fixos são de R$ 4500, ela precisará sacar R$ 1500 da reserva por mês. Então, deve manter de R$ 6000 a R$ 9000 ainda na reserva, usando apenas o restante para pagar as dívidas.

 

Que tipo de investimento pode ser mais interessante neste momento, no caso de haver a possibilidade de o profissional alimentar a sua reserva de emergência?

Os investimentos mais adequados dependem sempre do perfil do investidor e o que ele deseja fazer com esse recurso. Além disso, é importante buscar conhecer os investimentos antes de tomar essas decisões.
Os investimentos mais arriscados, como ações e fundos multimercado, oferecem atualmente a possibilidade de ganhos elevados. Porém, esses ganhos devem ocorrer em um prazo de 6 meses a um ano no mínimo. Então, a pessoa não deve pensar em fazer esses investimentos se houver a possibilidade de precisar desse dinheiro nesse prazo.
Há alguns investimentos em renda fixa que oferecem boas oportunidades também, mas que podem ser sacados em um, dois ou três anos apenas.
Então, se a pessoa tiver paciência, souber os riscos e não for precisar dos recursos no curto prazo, comprar ações, fundos multimercado e fundos imobiliários podem oferecer excelentes oportunidades para ganhos no longo prazo.
Caso contrário, deverá aplicar os recursos em títulos do tesouro com taxa variável (tesouro Selic), CDBs ou até mesmo a Poupança.

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