Faz algum tempo que economistas e profissionais da área financeira recomendam que é importante diversificar os investimentos. Mesmo que o valor reservado seja baixo, é interessante investir seu dinheiro em alguma aplicação diferente da poupança.
Portanto, para os mais conservadores, uma boa alternativa é realizar o investimento em renda fixa. Isso porque, geralmente, esse tipo de investimento tem uma rentabilidade melhor em comparação com a poupança. Além disso, o cálculo da remuneração é previamente definido e conhecido desde o momento da aplicação, o que propõem menor risco.
Então, o que é a renda fixa?
Como o próprio nome sugere, essa modalidade de investimento têm um rendimento fixo e que possui regras de remuneração definidas no momento da aplicação, por isso, apresenta menos volatilidade.
É recomendada para quem busca um risco menor de perdas e funciona como um empréstimo inverso, ou seja, o investidor entrega seu dinheiro para o emissor do título de renda fixa e, em troca, recebe uma rentabilidade determinada.
Veja como funciona esse tipo de investimento
O processo de funcionamento dessa modalidade de investimento é indicado para quem deseja previsibilidade na hora de receber seus investimentos.
No momento que faz a aplicação você tem a informação de quanto aquele investimento vai render, desde que fique com o seu investimento até o vencimento.
Lembrando que para quanto mais baixa for a liquidez, ou seja, mais tempo seu dinheiro ficar investido, maior será o retorno.
É importante dizer que caso você precise resgatar antes do vencimento, esse título está sujeito a oscilações no retorno, causadas pela variação nas taxas de juros.
Existem as modalidades Pré e Pós-fixadas
Os investimentos de renda fixa possuem rentabilidade com valor fixado. Essa é a principal característica. Ou seja, os rendimentos são conhecidos pelo investidor no momento da aplicação.
Entretanto, existem ainda tipos de variações chamadas Pré e Pós-fixadas. Além dos compostos híbridos.
A renda pré-fixada possui taxa de rentabilidade fixa do início ao fim do investimento. Sem surpresas na hora do resgate.
A pós-fixada, por sua vez, contém uma taxa de rentabilidade que varia de acordo com um índice econômico, como a taxa Selic ou o CDI.
Importante ressaltar que o investidor tem como saber quais serão os fatores envolvidos, como juros e indicador de mercado atrelado, apesar de na modalidade Pós a rentabilidade exata não ser conhecida na compra do produto financeiro.
E os híbridos são compostos por uma parte fixa de rentabilidade mais a taxa de um índice econômico, que é variável.
É possível aplicar em outros tipos de investimentos
A renda fixa pode ser aplicada a uma variedade de investimentos. Conheça a principal característica de alguns deles:
– Tesouro Direto: mais segurança, rentabilidade superior à poupança, e opções de títulos e valores de acordo com seu objetivo;
– CDB: investimento de baixo risco, com rentabilidade diária atrelada ao CDI e oferece opções com liquidez diária;
– LC: sigla para Letras de Câmbio que são títulos de renda fixa de baixo risco, com rentabilidade diária, e garantia do Fundo Garantidor;
– LCA: títulos que emprestam dinheiro para o financiamento do agronegócio;
– LCI: tipo de investimento de baixo risco que financia o setor imobiliário de forma segura e que pode render mais que o CDI;
– Debêntures: títulos emitidos por empresas – de capital aberto ou não – com o objetivo de captar recursos para financiarem seus projetos.
Resumidamente, a renda fixa não tem somente o objetivo de proteger o patrimônio, mas também pode ser usada para atingir retornos elevados.
Em um cenário de juros reais negativos, por exemplo, os títulos atrelados à inflação levam vantagem, principalmente com prazos mais longos.
Portanto, agora que você conheceu um pouco mais dessa modalidade de investimento, continue sua leitura com dicas sobre o mercado financeiro nos nossos conteúdos gratuitos.
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Fonte: FIA – LABFIN.PROVAR






