O setor de agronegócios é o motor da economia brasileira, principalmente em 2023. O Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), calcula que o PIB do setor avançará 8% . Se o número se confirmar, será o maior crescimento do setor desde 2017, quando a alta foi de 14,2%.
A safra esperada para este ano deve ser recorde, o que justifica uma projeção otimista. Dados de prognóstico de produção agrícola do IBGE apontam que a safra de grãos, cereais e leguminosas deve alcançar 293,6 milhões de toneladas em 2023, o que significará uma alta de 11,8% em relação a 2022.
Alessandra Montini, diretora do LabData, da FIA aponta que de olho nesse cenário positivo, é possível que os varejistas surfem nessa onda, encontrem oportunidades para expandir seus negócios e atender as demandas de consumidores que estão cada vez mais exigentes.
Para ela, muitas pessoas estão em busca de uma alimentação mais saudável, balanceada e com boa procedência, além de estarem atentos dos impactos dos produtos no meio ambiente.
“Para atender esses consumidores, é necessário a adoção de tecnologias inovadoras que ajudem a aprimorar as operações e forneçam produtos de alta qualidade aos consumidores. A rastreabilidade de produtos, por exemplo, permite que os varejistas rastreiem a origem dos alimentos, garantindo assim sua segurança e autenticidade”, diz a especialista..
Agricultura de precisão
A agricultura de precisão, por sua vez, oferece aos varejistas a oportunidade de melhorar a produtividade e reduzir o desperdício, ao usar técnicas avançadas de monitoramento e gerenciamento de culturas.
Alessandra ainda comenta que a automação também tem desempenhado um papel importante, ajudando os varejistas a agilizar suas operações e aprimorar a eficiência.
“Há inúmeras possibilidades em que soluções inovadoras podem ser adotadas para auxiliar a venda de produtos agrícolas e estabelecer uma conexão mais profunda entre os varejistas e os consumidores, resultando em um relacionamento muito mais estreito e duradouro. Afinal, estamos diante de um setor em constante evolução e o omnichannel, que já é uma realidade no varejo de diversos segmentos, também precisa ser inserido nesse setor”, explica ela.
E complementa que os os varejistas e produtores rurais vão precisar potencializar seus esforços para unir canais e oferecer experiências únicas pra seus consumidores.
“É claro que todos esses pontos podem aparecer como desafio, já que nesse setor há uma variedade de produtos, flutuações de oferta e demanda, e a necessidade de garantir a qualidade e a segurança dos alimentos”, alerta.
A tecnologia sempre será uma aliada
Do mesmo modo em que os produtores rurais estão adotando a tecnologia em seu negócios, ainda de maneira tímida, os varejistas que trabalham com esses produtos também estão chegando aos poucos. Ainda é preciso investir muito mais.
Segundo Alessandra, estamos diante de um movimento recente e de empresas que estão avançando devagar. Mas nos próximos anos, é bem provável que vejamos uma série de grandes varejistas agro, bem parecidos com grandes redes de outros segmentos, marcando território e obtendo uma boa colheita.
Carreira no agronegócio
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Fonte: FIA – LABFIN.PROVAR




