Existem instrumentos financeiros muito interessantes e de grande importância para qualquer investidor. Seja para proteger ou aumentar os lucros. Os derivativos são um desses instrumentos que para serem bem aproveitados precisam ser bem compreendidos.
Muitos investidores já ouviram falar sobre contratos futuros de moedas e commodities, por exemplo. No entanto, não sabem que tais contratos na verdade são tipos de derivativos.
Portanto, se você busca aumentar seus conhecimentos sobre o mercado de renda variável, então continue lendo esse artigo.
O que são derivativos?
Primeiramente, como podemos observar no próprio nome “derivativo”, podemos concluir que são instrumentos que derivam de algo. Nesse sentido, derivam total ou parcialmente do preço de outro ativo de qualquer natureza. Seja ele uma taxa de referência ou um índice qualquer do mercado.
Dentro dos derivativos, existem alguns cujo valor está associado a ativos físicos, como o petróleo, e outros com ativos financeiros. Neste caso, são ações, moedas, taxas de juros, entre outros.
Por exemplo, se você estiver operando um contrato futuro de petróleo, isto não quer dizer que sua operação seja realizada sobre o petróleo em si, e sim em um contrato baseado no valor do petróleo no mercado à vista.
Em outras palavras, você não está operando sobre a matéria física do petróleo, mas sobre o seu preço. Da mesma forma, essa lógica pode ser aplicada a outras possibilidades como a soja e o dólar.
Assim, se você compra, por exemplo, um contrato futuro de petróleo, significa que você está se comprometendo a adquirir uma determinada quantidade do material a um preço no futuro. Isso não quer dizer que você tenha que levar o petróleo para casa, mas você pode ganhar com a variação do preço, caso o bem esteja valendo mais do que o estabelecido no contrato.
Se você comprou petróleo a USD 60/barril para daqui a 6 meses, e o preço estiver USD 70, você poderá encerrar o contrato com um ganho de USD 10 por barril.
O uso dos derivativos pode ser muito interessante tanto para os investidores que desejam ter uma proteção (ou hedge, no termo em inglês) da sua carteira, quanto para aumentar seus ganhos.
No exemplo acima, uma empresa que utiliza o petróleo como insumo, como uma companhia aérea, pode comprar o contrato futuro do bem para se proteger da oscilação dos preços.
Por outro lado, um investidor que aposta na queda do ativo pode vender o contrato, ganhando caso a queda de preço se concretize.
A companhia aérea nesse caso está fazendo hedge (proteção) e o investidor está fazendo especulação, já que ele não tem relação alguma com a produção ou uso do petróleo.
Quais são as principais modalidades dos derivativos?
Mercado a termo
No mercado a termo, você se compromete a comprar ou vender um ativo específico por um prazo e um valor determinados.
Ou seja, se você comprou um contrato a termo de alguma ação por R$ 10, por exemplo. Nesse caso, por mais que essa ação escolhida aumente e passe a ser vendida por um valor mais caro, você continua pagando o preço de R$ 10 por conta do contrato que foi feito.
O mercado a termo de ações é facilmente acessado por qualquer investidor, mas é importante lembrar que as compras a termo podem oferecer riscos elevados. Enquanto isso, a venda de uma ação a termo pode ser uma operação muito segura para o investidor que deseja obter ganhos previsíveis.
Mercado futuro
Essa modalidade de derivativos pode ser muito parecida com o mercado a termo. Existem muitas semelhanças, mas também há diferenças bastante importantes.
A semelhança é que ambos envolvem o compromisso de ambas partes de cumprir o contrato em uma data futura.
A principal delas é o formato de liquidação. No mercado a termo, a liquidação ocorre na data na qual o contrato foi acordado, assim as oscilações de preço até o vencimento não afetam os investidores, o que importa é o preço na data final.
Já no mercado futuro, as variações de preço afetam o resultado das partes a cada minuto. Para isso ambos depositam garantias, assegurando que o compromisso será cumprido, mesmo havendo perdas. Os contratos futuros podem ser negociados em bolsa ao preço atual, permitindo a realização de lucros ou a limitação das perdas antes do vencimento.
Mercado de opções
Uma opção consiste no direito de comprar ou vender um ativo a determinado preço no prazo estabelecido.
A principal diferença em relação aos contratos futuros e a termo é que aquele que compra uma opção tem o direito, mas não a obrigação de comprar ou vender o ativo.
Por isso, para adquirir uma opção, o investidor paga um valor chamado prêmio, que nada mais é do que o preço da opção.
Nessa modalidade de derivativos, quem realiza a compra da opção é chamado de titular, enquanto quem vende é conhecido como lançador.
Para o titular da opção, a operação tem risco limitado ao valor pago pelo prêmio, ou seja, o pior que pode ocorrer é perder o prêmio. Já o lançador da opção pode ter risco ilimitado, já que tem sempre a obrigação de cumprir a compra ou venda da opção.
Ao passo que nas outras modalidades, a liquidação precisa ser feita na data pré-acordada, no mercado de opções o titular pode decidir se será ou não vantajoso para você liquidar o ativo em questão. Mesmo assim, o investidor que comprou uma opção pode vendê-la antes do vencimento, encerrando a operação com ganhos ou perdas.
Opções são derivativos que podem ser combinados entre si, montando diferentes estratégias de investimento, para proteção contra riscos, aposta na alta, aposta na baixa, aposta na volatilidade ou manutenção do preço em determinado intervalo.
Mercado de Swaps
Já nessa modalidade de derivativos, as partes negociam a troca do risco pela rentabilidade entre dois ativos. Em outras palavras, acontece uma espécie de permuta.
Nesse sentido, os ativos objeto podem ser moedas, commodities ou ativos financeiros. Além disso, as perdas e os ganhos são baseados nos fluxos de caixa dos instrumentos envolvidos na negociação.
Para diminuir o risco e aumentar a previsibilidade das operações, cada uma das partes precisa assumir a variação de preço sobre os indexadores envolvidos.
Estratégias de investimentos
Agora que você conhece um pouco mais sobre os derivativos e como funcionam suas modalidades, pode compreender melhor as suas estratégias de investimento no mercado financeiro. Mas para utilizar esses instrumentos é necessário um conhecimento adequado, já que uma decisão errada pode acarretar muitas perdas, mas também pode levar a excelentes ganhos.
Esse é um dos conhecimentos básicos que um operador de mercado precisa ter. Para se aprofundar nesta função e abrir portas profissionais na sua carreira, conheça a Pós-graduação em Operador de Mercado Financeiro do LABFIN.PROVAR – FIA.
Fonte: LABFIN.PROVAR – FIA
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