A Black Friday se consolidou como um dos principais eventos de varejo no Brasil. Estudo considera produtos de maior e menor valor agregado e aponta otimização do orçamento distribuído entre áreas.
Hoje, a data é o segundo mais importante momento no calendário do varejo, precedida apenas pelo Natal. Então, as empresas comerciais precisam se preparar adequadamente para o atendimento da demanda, que, em geral, fica 25% acima da tendência média anual de vendas.
O IBEVAR-FIABUSINESS SCHOOL realizou um estudo fundamentado em sua base de dados com informações acumuladas desde 2016 para indicar às empresas varejistas a melhor forma de alocar o orçamento para a Black Friday, com o objetivo de maximizar os benefícios associados às ações.
Mudança do consumidor moderno
As projeções IBEVAR-FIA BUSINESS SCHOOL para 2023 indicaram que dos 23 itens examinados 18, 78%, mostram tendência de crescimento das vendas em relação a 2022. O estudo evidenciou também que desde 2016, observa-se um aumento notável na procura por produtos tecnológicos e eletrodomésticos, refletindo não apenas um maior acesso à internet e aos dispositivos móveis, mas também uma mudança no estilo de vida e nas necessidades do consumidor moderno.
As projeções para 2024 estão sendo preparadas com os algoritmos de Inteligência Artificial e Natural Language Processing. Mas, a equipe técnica do IBEVAR-FIA BUSINESS SCHOOL realizou um outro estudo para responder a seguinte pergunta: Considerando os segmentos que vem se consolidando como grandes operadores na BF, como deveria ser distribuído os investimentos entre as diferentes estratégias de modo a maximizar os benefícios do respectivo esforço?
Para dar mais materialidade a resposta supôs-se que o esforço total fosse igual a 100%, então como deveria ser alocado esse esforço?
Metodologia profunda aplicada
Antes de responder a essa pergunta vale explicar como isso foi feito. O IBEVAR-FIA BUSINESS SCHOOL dispõe desde 2016 de um amplo banco de dados das manifestações dos consumidores de modo espontâneo.
Examinando esse banco de dados com instrumentos estatísticos apropriados criou-se a segmentação para duas classes de produtos: os de maior valor agregado e os de menor valor agregado.
Os resultados são os seguintes
Para os produtos de maior valor agregado a distribuição que otimiza as ações de venda é : marketing 35%, ofertas 30%, criação de uma boa experiência de compra por parte dos clientes 20% e logística 15%. No caso dos itens de menor valor agregado o estudo indica: marketing 55%, ofertas 35% e logística 10%”.
Claudio Felisoni de Angelo, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, explica que “a avaliação quantitativa considerou possíveis impactos para um esforço global de investimentos, (tempo, dinheiro, etc.), de acordo com as condições de cada empresa, igual a 100%, e como esse percentual deveria ser distribuído entre as alternativas promocionais de modo a maximizar os benefícios da ação”.
Fonte: Redação FIA – LABFIN.PROVAR




