Como se destacar profissionalmente num cenário tão volúvel, incerto, complexo e ambíguo? Tal questionamento já deve ter passado pela cabeça de muitos profissionais atuantes no mercado nestes últimos anos.
Ainda que seja impossível encontrarmos uma resposta infalível para essa pergunta, está sob o nosso controle o aperfeiçoarmos habilidades humanas que nos permitam enfrentar os desafios de nossos tempos com mais resiliência e criatividade.
Habilidades humanas ou soft skills
Também conhecidas como habilidades humanas, as soft skills são aquelas competências que se evidenciam na forma como nos relacionamos com as pessoas e as situações da nossa vida.
Diferentemente das habilidades técnicas associadas a campo de atuação, as soft skills não podem ser comprovadas por meio de currículo ou teste de habilidades específicas, por exemplo.
Isso porque se trata de competências relacionadas à forma como pensamos, sentimos, agimos e afetamos os outros.
Se tudo no mundo se modifica de modo cada vez mais rápido e imprevisível, não é à toa que tais competências sejam tão valorizadas pelas organizações, lideranças e gestores de RH atualmente.
Isso porque não importa mais apenas quão tecnicamente habilidosos nós somos em nossa expertise: é preciso desenvolver e cultivar habilidades intrapessoais, interpessoais e cognitivas que possibilitem a adaptação às mudanças constantes do mundo atual dos negócios.
Responsabilidade: consciência e ação
“Seremos pessoas e profissionais mais bem preparados para os desafios do presente e do futuro se conseguirmos ter consciência sobre as nossas intenções e sobre aquilo pelo qual queremos e podemos nos responsabilizar”, diz a professora e coordenadora de cursos do LABFIN.PROVAR – FIA Érica Custódia de Oliveira, doutora em Administração – Gestão de Pessoas pela USP, com ênfase em Gestão de Carreira.
Quando falamos de responsabilidade, estamos nos referindo, evidentemente, à capacidade de cada um responder pelas próprias ações.
Mas não só isso: trata-se, também, da compreensão e consciência do quão diretamente implicados estamos nas situações que nos rodeiam.
Ou seja, para aprimorarmos a competência da responsabilidade em nossa vida pessoal e profissional, não podemos nos isentar das implicações de nossas ações nos contextos em que nos inserimos, muito menos negarmos nossa contribuição para os acontecimentos e conflitos gerados.
É nesse sentido que se situar ativamente perante os desafios do dia a dia é um exercício fundamental de responsabilidade que cada um de nós deve cultivar e aprimorar.
Escuta ativa: empatia e respeito ao outro
Você já parou para perguntar a si mesmo se, quando alguém está falando, você está realmente escutando para compreender o ponto de vista dele/dela? Ou simplesmente está aguardando, ansioso, o momento de responder com a sua opinião, a partir de um julgamento de valor prévio? Ou, ainda, será que você dispersa em meio à fala do outro, com mil assuntos rondando à sua cabeça?
O ponto-chave de uma comunicação de fato eficiente é a escuta ativa e empática, que leve em consideração o que outro diz. Não pressupõe concordância com o ponto de vista do outro, mas sim abertura e compreensão.
Isso é fundamental porque, ao nos mantermos presentes de fato e ouvirmos o outro atentamente e sem interrupções, novas perspectivas surgem e, com elas, ideias e soluções que até então não haviam sido vislumbradas.
Ou seja, escutar os outros ativamente pode trazer muitas vantagens a nós mesmos e ao ambiente como um todo, sendo, também, indispensável, para a terceira habilidade humana sobre a qual falaremos neste artigo: a resolução de conflitos.
Resolução de conflitos: disponibilidade e engajamento
Sabemos que, em muitas circunstâncias, os conflitos não podem ser evitados. Mas isso não representa necessariamente uma ameaça, pois, ao contrário, se bem administrados, os conflitos favorecem as relações, tornando-as mais dinâmicas e ricas, e estimulam a criatividade.
No entanto, há, evidentemente, a contraface disso: quando mal geridos, os conflitos originam confrontos, chegando mesmo a destruir relações.
Para que o último cenário não prevaleça, o diagnóstico rápido da natureza do conflito deve ser seguido da disponibilidade e vontade de nos engajarmos para a sua resolução, com foco na solução e não na busca por culpados — e sempre pondo em prática a escuta ativa sobre a qual comentamos no tópico anterior.
“Para sermos profissionais mais bem preparados aos desafios do mundo atual, precisamos tomar para nós mesmos aquilo que sentimos que de fato é a nossa responsabilidade e que tem a ver com o que queremos deixar para o mundo; precisamos escutar os outros para conhecermos aquilo que não veríamos sozinhos e, a partir dessa escuta ativa, começarmos a não apenas resolver conflitos, mas nos disponibilizarmos a tê-los, porque isso nos ajuda a crescer enquanto pessoas e profissionais“, sintetiza a Profa. Érica.
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Fonte: FIA – LABFIN.PROVAR




