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Mindset de mudança: como cultivar uma mente aberta às transformações da vida?

jul 14, 2020 | Pessoas | 0 Comentários

O mindset de mudança nos ajuda a estarmos preparados, a qualquer momento, para reformular uma crença, questionar certezas, pensamentos e padrões

Não é possível falar de vida humana sem mudança e impermanência. Entretanto, mesmo conscientes disso, enquanto seres humanos, temos a tendência a evitar as transformações, uma vez que elas se apresentam, muitas vezes, como ameaças ao nosso estado atual. Por isso, desenvolver e cultivar um mindset de mudança é fundamental para recebermos e efetivarmos as mudanças necessárias em nossas vidas com adaptabilidade, flexibilidade e segurança.

Isso porque, se a mudança traz desconforto, na mesma medida também pode abrir caminho para o surgimento de ideias e perspectivas que até então não vislumbrávamos.

“O mindset de mudança nos ajuda a estarmos preparados, a qualquer momento, para reformular uma crença, questionar certezas, pensamentos e padrões e, de maneira ágil e com consciência, efetuar as mudanças de modo intencional e planejado”, diz Gianini Ferreira, palestrante do webinar Mindset de mudança.

Professor em cursos de pós-graduação na FIA, ele também é coach, palestrante e facilitador de aprendizagem em programas de educação executiva e conversou conosco, entre outros assuntos, sobre a importância do mindset de mudança e o papel das lideranças em contextos de alta complexidade como o dos dias atuais.

Abaixo, você pode conferir na íntegra o bate-papo que tivemos com o Profº Gianini Ferreira. Mas, antes disso, convidamos você a se inscrever para o webinar Mindset de mudança, que acontece no dia 28/07, às 20h. Esperamos você lá!

***

1) Em linhas gerais, o que você destacaria como pontos-chave para a compreensão do significado do conceito de mindset de mudança?
Para entender o conceito de mindset de mudança, é preciso entender, primeiro, o que é mindset. Ao pé da letra, “mindset” significa configuração da mente; ou seja, é um conjunto de pensamentos, crenças e valores que existe dentro da nossa mente e que determina como nos sentimos, decidimos e operamos no mundo. Explicando de forma simples, é como a nossa mente é programada para pensar sobre determinado assunto. Nossa visão de mundo e a percepção que temos de nós mesmos e dos outros são regidas pelo mindset, também conhecido como modelo mental ou mapa mental. Quando falamos de mindset de mudança, nós estamos falando do que eu chamo de uma metacompetência para aprendermos a lidar e a fazer a gestão das mudanças que ocorrem em nossa vida. Nós nos preparamos para lidar com situações que vêm do ambiente (variáveis externas, que nós não controlamos) e ajustamos nosso tempo de resposta sem atuarmos de maneira fixa em relação às coisas. Ou seja, nós estamos sempre dispostos a rever crenças e valores e abrirmos novas perspectivas para mudança. A Carol Dweck, autora do livro Mindset: a nova psicologia do sucesso, fala de uma diferença entre mindset fixo e mindset de crescimento. E o mindset de mudança é uma ponte que nos ajuda a fazer a transição das crenças rígidas, que nos mantêm dentro do mindset fixo e atrapalham nosso processo de aprendizagem, para o mindset de crescimento, no qual, justamente, as pessoas estão mais abertas a experimentar e enxergam que estão em processo de desenvolvimento e que o aprendizado é uma variável que acontece ao longo de toda a vida.

 

2) A que você atribui a resistência que, de modo geral, enquanto seres humanos, nós temos para aceitar e sustentar as mudanças internas e externas?
Geralmente, a resistência ocorre porque nos sentimos ameaçados em relação ao estado atual. Enquanto seres humanos, temos uma tendência a desejar estabilidade, controle e poder sobre as coisas. Quando nos sentimos ameaçados e essa ameaça traz algum tipo de perda, seja para a nossa identidade, seja para a nossa carreira ou qualquer outro aspecto da nossa vida, nós tendemos a resistir, principalmente enquanto não entendemos ainda o que está acontecendo, quando não temos a informação de para onde estamos indo. Então, diante do medo da perda, da ameaça iminente e da falta de clareza sobre para onde a mudança está nos levando ou sobre aquilo que eu quero — e nesse ponto entramos num estado de caos, de instabilidade, de incerteza, de insegurança —, o comportamento natural do ser humano é resistir. Assim, ao lidar com gestão da mudança, temos que entender como apresentar um atrativo às pessoas para que elas desejem mudar e conversar de maneira franca e com clareza sobre quais são as possíveis perdas. Lidamos com o que eu chamo de campos de força da mudança. Um campo diz respeito à questão do desconforto que é sentido — e o autodesconforto provoca mudança. Do outro lado, temos o grau de atratividade para a mudança, isto é, o quanto somos atraídos para a mudança, enxergando os benefícios, nos engajando e passando por essa transição de maneira mais tranquila e com menor custo.

 

3) Em tempos de tantas incertezas e profundas transformações em nossas formas de trabalhar e conviver socialmente, quais as principais contribuições que você enxerga no desenvolvimento do mindset de mudança como resposta aos desafios atuais?
O momento atual trouxe um grau de incerteza maior, mas, pelo lado positivo, revelou que a sensação de controle nunca existiu. O impacto está sendo grande em função de uma variável que poucos tinham previsto ou considerado no planejamento estratégico, numa visão de longo prazo, mas a ameaça, de alguma forma, sempre se faz presente. Ou seja, o lado positivo é que isso tudo faz com que as pessoas entendam que hoje é o COVID, mas amanhã pode ser qualquer outra variável. A distância entre uma crise e outra diminui e os motivos também. E o mindset de mudança considera justamente o seguinte: temos que estar sempre alerta e nossa mente deve estar aberta para que nos adaptemos ao contexto rapidamente, nos desprendendo de certas crenças e de alguns portos seguros. No atual contexto, então, o mindset de mudança nos ajuda a estarmos preparados, a qualquer momento, para reformular uma crença, questionar certezas, pensamentos e padrões e, de maneira ágil e com consciência, efetuar as mudanças de modo intencional e planejado, realizando o prejuízo que tivermos de realizar e buscando novas oportunidades.

 

4) Em sua opinião, de que modo lideranças e empresas podem estimular o desenvolvimento de ambientes e culturas organizacionais em que equipes e colaboradores tenham um convívio mais harmonioso com a ideia de mudança?
O primeiro ponto é que o líder ainda precisa reconhecer qual é o papel dele. Algo muito importante também — e nesse ponto recomendo a leitura de A coragem de ser imperfeito, da Brené Brown, ou o TED Talk O poder da vulnerabilidade — é o reconhecimento pelo líder de que ele não é um super herói, que ele também é um ser humano vulnerável. Ele precisa equilibrar a performance e a entrega dele com a qualidade de vida e a saúde mental. Ou seja, ele deve cuidar de si primeiro, entender suas próprias emoções, seus conflitos internos, investir em inteligência emocional, aprendizagem e autoconhecimento, além de valorizar as soft skills. Só assim, consciente do seu papel e com equilíbrio emocional, ele vai conseguir direcionar sua liderança para receber e acolher as pessoas diante do contexto turbulento da atualidade. Trata-se de um momento de testar a questão do caráter, da empatia, das habilidades sociais. Nesse sentido, é um momento para enxergarmos quem vai conseguir responder à altura. O que devemos fazer é não negar a dor que as pessoas estão sentindo. Devemos ter conversas francas, uma comunicação honesta, baseada muito mais numa abertura a escutar ativamente e de verdade, sem entregar respostas prontas ou promessas não fundamentadas e vazias, impossíveis de serem sustentadas depois. Muitas vezes, no desespero, para diminuirmos o grau de desconforto, começamos a prometer e dar respostas que não são consistentes. Porém, é melhor dizermos que não temos nenhuma resposta no momento e que a transição vai ser encarada coletivamente, contribuindo, assim, para uma conversa franca e uma comunicação frequente.

 

5) Em que medida o autoconhecimento e o aprimoramento das soft skills podem favorecer o desenvolvimento do mindset de mudança?
Temos que continuar nos conhecendo sempre, pois a aprendizagem ao longo da vida veio para ficar. Quem descarta isso e fica se apoiando na história, no currículo e nas entregas que já fez, congela no tempo e não responde às demandas atuais. Temos que entender que as soft skills representam justamente a nossa humanidade, a nossa conexão com o outro, o nosso poder pessoal de exercer carisma e influência para manter a equipe engajada. Estudar tais habilidades emocionais, investir em assessment, buscar mentorias, processo de coaching, leitura direcionada, tudo isso nutre a nossa mente com mais informações, com ideias novas, promovendo o mindset de crescimento. Quanto mais informações qualificadas eu filtro, trabalho, aprendo e aplico, mais eu expando minha consciência, tornando minha mente mais flexível para as novas possibilidades. Acredito, então, que a aprendizagem contínua é a resposta para mantermos nosso mindset de mudança ativo.

***

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