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Inflação e juros em alta. E agora, Varejo?

out 18, 2024 | Finanças | 0 Comentários

A Retomada do Varejo Brasileiro no Final de 2024: Como as Varejistas Podem Navegar o Cenário de Inflação e Juros em Alta

O varejo brasileiro está enfrentando um cenário desafiador no final de 2024. Após uma breve recuperação no meio do ano, o setor agora lida com a pressão inflacionária, especialmente com a alta do IPCA de 0,44% em setembro.

Esse aumento foi impulsionado por custos crescentes de energia elétrica e alimentos, agravados pela seca que impacta a produção hidrelétrica e o fornecimento de alimentos no Brasil. Paralelamente, as perspectivas de elevação dos juros começam a se consolidar, criando um ambiente de incerteza para as varejistas.

Neste artigo, discutiremos como as empresas de varejo podem gerenciar esses desafios e identificar oportunidades para melhorar sua saúde financeira até o final de 2024.

O Impacto da Inflação nos Custos e na Demanda

Em setembro de 2024, o IPCA subiu 0,44%, influenciado principalmente pelo aumento nas tarifas de eletricidade, que subiram 5,36%, além dos preços de alimentos, que aumentaram 0,50%. A seca que atinge várias regiões do Brasil é um dos principais fatores para esses aumentos, já que impacta tanto o custo da energia quanto o fornecimento de alimentos como carne e laticínios​.

Esse cenário de inflação traz dois desafios principais para as empresas varejistas: o aumento nos custos operacionais e a redução do poder de compra dos consumidores. Com a energia mais cara, as despesas relacionadas ao funcionamento de lojas físicas e centros de distribuição aumentam. Ao mesmo tempo, a alta dos alimentos e outros bens essenciais pressiona o orçamento das famílias, reduzindo a demanda por produtos não essenciais.

Ação recomendada: Implementar estratégias de precificação dinâmica com o uso de IA para ajustar preços com base em condições de mercado e demanda. Isso pode ajudar a manter a competitividade, mesmo em um ambiente de custos elevados.

Gestão do Capital de Giro em um Cenário de Juros em Alta

Além da inflação, a perspectiva de alta dos juros no Brasil é um fator de preocupação. Embora o Banco Central tenha iniciado cortes na Selic em meados de 2024, o recente aumento da inflação pode atrasar novas reduções e espera-se até elevações nos juros até o final do ano. Esse cenário de juros elevados aumenta o custo do capital para as empresas, dificultando a obtenção de crédito e tornando o refinanciamento de dívidas mais caro.

Com o encarecimento do crédito, a gestão eficiente do capital de giro torna-se essencial para manter as operações funcionando sem comprometer a liquidez.

Ação recomendada: As varejistas devem renegociar suas dívidas e buscar linhas de crédito com taxas mais favoráveis antes que os juros subam ainda mais. Além disso, a otimização de estoques, reduzindo o capital aplicado em produtos de baixa rotatividade, pode liberar recursos para financiar outras áreas do negócio.

Investimentos em Automação e Eficiência Operacional

Para enfrentar o aumento nos custos operacionais, muitas empresas estão apostando na automação para otimizar suas operações.

O uso de IA para prever demanda, ajustar estoques e automatizar processos financeiros pode gerar economias substanciais e aumentar a resiliência das varejistas frente a flutuações econômicas.

Ação recomendada: Investir em tecnologia para automatizar processos e otimizar a gestão financeira e de estoques. Embora possa exigir um custo inicial elevado, os ganhos em eficiência e a redução de desperdícios justificam o investimento a médio e longo prazo.

Previsão de Demanda e Ajustes de Estoques

Em um cenário de inflação elevada e aumento dos juros, prever com precisão a demanda torna-se essencial para as varejistas. Estoques mal planejados podem resultar em capital parado ou perdas financeiras com produtos que não vendem. Da mesma forma, estoques insuficientes podem significar perda de vendas em um momento crucial.

Exemplo: Grandes varejistas globais, como o Walmart, já utilizam IA para prever a demanda com base em dados de mercado e padrões de consumo. No Brasil, esse tipo de tecnologia também pode ser adaptado para prever oscilações de demanda em tempos de inflação alta e mudanças nos hábitos de consumo​.

Ação recomendada: Implementar ferramentas de previsão de demanda baseadas em IA para ajustar estoques de forma mais eficiente e reduzir o capital de giro necessário para manter os produtos em prateleira.

Reavaliação das Estratégias de Preços

A alta dos preços afeta diretamente o poder de compra do consumidor, exigindo que as empresas ajustem suas estratégias de preços para manter a competitividade e, ao mesmo tempo, proteger suas margens. As varejistas devem considerar a reavaliação de seu mix de produtos e investir em campanhas promocionais inteligentes que equilibrem a necessidade de atrair consumidores e manter margens de lucro saudáveis.

Ação recomendada: Realizar promoções e campanhas sazonais para estimular o consumo de produtos de menor preço, mantendo a percepção de valor para o consumidor sem sacrificar totalmente as margens. Utilizar dados de comportamento de compra para segmentar e personalizar essas campanhas pode aumentar a eficácia das ações promocionais.

Fidelização e Retenção de Clientes

Com o cenário econômico desafiador, fidelizar clientes e manter um relacionamento próximo com o consumidor são ações prioritárias. Os programas de fidelidade, quando bem estruturados, podem não apenas aumentar a frequência de compra, mas também incentivar o consumidor a optar por uma marca em detrimento de outras opções.

Ação recomendada: Reavaliar e otimizar os programas de fidelidade, oferecendo benefícios reais aos consumidores mais frequentes. Além disso, o uso de dados coletados em programas de fidelidade pode ser utilizado para personalizar ofertas e aumentar o engajamento.

A preparação para 2025

O varejo brasileiro está atravessando um período de incerteza no final de 2024, com inflação em alta e a possibilidade de juros mais elevados. No entanto, com uma gestão financeira criteriosa, adoção de tecnologias que aumentem a eficiência e ajustes estratégicos em preços e estoques, as empresas podem se preparar melhor para a recuperação que se espera para 2025.

Focar em automação, otimização de capital de giro e estratégias centradas no cliente serão as chaves para que as varejistas naveguem por esse período desafiador e entrem em 2025 com uma base sólida para crescimento.

Por: Prof. Marcos Piellusch

Marcos Piellusch é diretor Vogal do IBEVAR e professor da FIA – LABFIN.PROVAR. Mestre em administração de empresas pela EAESP FGV – Fundação Getúlio Vargas e graduado em administração de empresas pela FEA-USP – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. 

Fonte: Redação FIA – LABFIN.PROVAR

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