Não importa qual seja o tamanho e a natureza de um negócio, a gestão financeira é um ponto-chave para a manutenção e o sucesso de qualquer empresa.
No entanto, ainda que tal entendimento seja praticamente unânime entre gestores e empreendedores experientes, muitos ainda pensam que os assuntos de finanças são muito complexos e que, por isso, competem apenas aos profissionais com formação na área.
Com essa compreensão equivocada, gestores perdem a oportunidade de, pelo menos, se aproximar de um assunto-base para a tomada de decisão nos negócios.
Isso porque é a gestão financeira — em diálogo, evidentemente, com outras áreas — que justamente fornece subsídios para que as decisões possam ser tomadas de modo assertivo e coerente.
Quando falamos em finanças, podemos dividir o fluxo de decisões em três grandes grupos interdependentes, conforme veremos nos tópicos a seguir.
Decisões de investimentos
As decisões de investimentos são aquelas que exigem muita cautela, pois interferem diretamente no futuro das empresas.
Pense, por exemplo, que você faz um alto investimento na aquisição de um ponto comercial para um novo negócio de maneira apressada e, por fim, ele acaba se revelando uma escolha ruim.
Outro exemplo: uma empresa investe um grande montante de dinheiro numa reforma mal-executada de seus espaços.
Ambos os exemplos, no curto prazo, são irreversíveis. Por isso, qualquer investimento, sobretudo aqueles que envolvem uma quantia elevada de capital, deve ser muito bem pensado, pois um movimento errado nesse sentido pode ser fatal para uma empresa.
Decisões operacionais
Já as decisões operacionais são todas aquelas que, como o próprio nome sugere, dizem respeito a todos os aspectos da operação.
A definição do portfólio de produtos, o número e a remuneração dos colaboradores, a elaboração das estratégias de marketing, a precificação e a política de estoque: tudo isso se constitui enquanto decisões operacionais.
Como você já deve supor, todas elas são atravessadas justamente pela gestão financeira, uma vez que dependem do fluxo de caixa.
Decisões de financiamento
Por fim, as decisões de financiamento se relacionam às fontes de geração de capital para a operacionalização e lucratividade do negócio.
Elas se referem, por exemplo, a resoluções de tomada de linhas de crédito junto a instituições financeiras e a negociações com fornecedores (que “financiam” a empresa com matéria-prima e insumos).
Geração de valor para a empresa
Os três grupos de decisões financeiras que vimos acima, de modo nenhum, são estanques. Pelo contrário, fazem parte de um grande fluxo de decisões que atravessam e interligam todas as áreas de uma organização.
Esse fluxo de decisões, além do óbvio objetivo de manter a operação e o lucro de um negócio, visa a geração de valor para a empresa.
Ou seja, à medida que se otimizam os investimentos, a operação e os aspectos relacionados ao financiamento, maior é o valor agregado à organização.
Tal otimização se dá justamente quando a gestão financeira ocupa um lugar central de um negócio, não sendo apenas um assunto limitado à atuação dos profissionais de finanças.
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Saiba mais sobre a importância da gestão financeira para as empresas com o professor e diretor executivo do LABFIN.PROVAR – FIA, Carlos Eduardo Furlanetti, que conduziu um webinar realizado recentemente como parte da parceria CIEE/FIA
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