Felicidade… Independentemente do que ela possa significar para cada um de nós, é uma questão que permeia nossas preocupações e tende a justificar as escolhas que fazemos na vida. Profissionalmente, entretanto, tem havido uma sensação geral de que nem sempre é possível conciliar o que é preciso fazer com o que nos faria felizes, mas a ciência descobriu que podemos ter muito mais poder sobre esse dilema do que imaginávamos, tanto no médio quanto no longo prazo. Como? Focando no flow!

A Psicologia Positiva diz que podemos construir nossa própria felicidade quando realizamos atividades que colocam em prática nossas forças e virtudes pessoais. Atividades que nos desafiam, mas das quais conseguimos dar conta, que exigem esforço mas nos absorvem de tal maneira que perdemos a noção do tempo. E não há nada de esotérico nisso: quando é que, para você, o tempo para? Pode ser enquanto analisa dados, buscando a lógica que existe entre eles, e monta uma proposta de melhorias, se duas de suas forças pessoais forem curiosidade e critério. Ou quando está fazendo uma apresentação e percebe que está convencendo as pessoas sobre aquela ideia e ao final estão todos realmente envolvidos, se uma de suas forças é liderança. Esse momento de extrema concentração, de perder a noção do tempo, é o flow, considerado um construtor de capital psicológico de futuro, a base da vida boa.

No longo prazo, a “receita” é usar as mesmas forças e virtudes pessoais a serviço de algo muito maior, deixar uma obra que transcende a própria existência. Para alguns, esse objetivo pode representar o fio condutor de toda a carreira, para outros ter o formato de uma atividade desenvolvida paralelamente, por exemplo como voluntariado. De uma forma ou de outra, essa é a base da vida significativa.

A felicidade não é feita por atalhos, mas, sim, por um caminho duradouro e desafiador. Na prática, fazer um diário do flow, registrando todas as atividades que nos trazem essa sensação de “o tempo parou” é o primeiro passo – autoconhecimento. Buscar, no próprio trabalho, aumentar a frequência em que o flow é possível (as atividades que o geram) é o segundo – ação. Ou utilizar esse aprendizado como critério para buscar um novo trabalho – mudança. O que importa é que você canalize, cada vez mais, sua energia ao que lhe traz felicidade.