Steve Blank empreendedor “em série”, além de professor nas universidades de  Berkeley, Columbia e Stanford  fundou 8 start ups no Vale do Silício e propõe que o foco da inovação mude do tradicional desenvolvimento de produto  para o desenvolvimento do cliente.

O que é “focar no cliente”? Antes de tudo, segundo Vicente Falconi (Revista Exame, 2015, p, 69) é preciso conhecer as necessidades para entender o que o cliente considera como valor ou contribui para um diferencial de satisfação. Surgem métodos de inovação que levam em consideração as necessidades do cliente como o QFDC (Quality Function Deployment) que auxiliam na análise das tendências sociais e de consumo.

Outro aspecto é como conseguir uma melhor relação custo benefício? Pela gestão de custos sem prejudicar a qualidade, funcionalidade e disponibilidade?

Salim Ismael da Singularity University, coautor de livro Organizações Exponenciais (2015) apresenta os resultados da análise das 100 startups que mais cresceram nos USA entre 2008 e 2014, apesar de não ter sido um período favorável.

As análises sugerem que essas empresas preferem alugar a imobilizar os recursos em imóveis e máquinas, compartilhar ou terceirizar ativos e capital humano, praticar open source, usar recursos de crowdfunding, a capilaridade do conhecimento e as redes sociais.

Como exemplo, a comunidade DIY ( Do It Yourself) ou “faça você mesmo” tem 55.000 participantes. Esse grupo recentemente inventou um drone de 300 dólares que tem 78% das funcionalidades dos Predators usados pelas Forças Armadas norte-americanas, cujo desenvolvimento do projeto custou 4 milhões de dólares.

Eric Ries empreendedor “em série” que já investiu em mais de 24 empresas e desde 2012 é o principal consultor de empresas como a General Eletric, foi citado entre os “novos gurus” juntamente com Nilofer Merchant ex-Apple que, além de atuar em diversas empresas startups, já participou do lançamento de mais de cem produtos que geraram dezoito bilhões em vendas.

Ries, Blank e Nilofer em 2015 foram incluídos na lista dos 50 pensadores de gestão mais influentes ocupando a 12ª, 20ª e 48ª posições respectivamente. O que eles têm em comum? Propõem que acabe a dissonância entre a rapidez das mudanças nos negócios e a monotonia das teorias de gestão.

Se a velocidade das mudanças só vai aumentar, é esperado que nos próximos 20 anos os avanços sejam maiores que nos últimos duzentos. As contribuições virão de setores que operam com commodities até os de utilidade pública como o que já foi obtido de evolução na dessalinização da água do mar para reduzir o problema da escassez de água, até o uso das energias eólica e solar gerando energia limpa e renovável com menor custo que beneficia empresas e populações inteiras ao redor do mundo.

Empreendedorismo faz parte da grade de todos os cursos do Labfin/Provar.