As eleições de 2018 constituíram um marco importante para o nosso mercado de capitais e consequentemente para a nossa economia. Isso porque o predomínio da linha de pensamento econômico liberal, que sustenta a formação dos principais nomes da próxima equipe econômica, do Ministério da Economia à presidência do BNDES, por exemplo, prega o Mercado de Capitais como responsável pelo financiamento das atividades produtivas. E o desenvolvimento desse mercado permitirá a entrada de mais agentes captando e aplicando recursos, reduzindo o custo de oportunidade do capital e incentivando o investimento.

Nos governos FHC, Lula e Dilma, o financiamento de longo prazo para projetos de infraestrutura e empresas se deu predominantemente pela atuação dos bancos de fomento, com destaque para o BNDES, refletindo a linha intervencionista. O liberalismo, escola de pensamento que o futuro Ministro da Economia e boa parte de sua equipe seguem, reprova a intervenção governamental e defende maior liberdade aos agentes.

Isso significa um maior predomínio dos mecanismos de financiamento que não dependem da atuação governamental, mas sim dos próprios investidores. No Mercado de Capitais, são os títulos de dívida e propriedade (debêntures e ações respectivamente) que respondem pelas fontes prioritárias de recursos para financiar os investimentos de longo prazo, e não o crédito proporcionado por bancos de fomento ou pelos bancos comerciais.

Essa mudança oferece vantagens para o investidor, que passa a ter mais opções para investimento de longo prazo. Essa oferta é bastante conveniente no contexto de uma provável reforma da previdência, já que a eventual necessidade de realizar investimentos para a aposentadoria requer a diversidade de produtos de investimento de longo prazo. O investidor que não quer depender da previdência pública contará com maior número de empresas emitindo debêntures e ações, que ajudarão a diversificar a carteira de investimentos.

A mudança também oferece vantagens para as empresas, pois passam a ter mais um mecanismo de captação de recursos de longo prazo, pulverizando suas dívidas entre diversos credores, e tendo mais investidores aptos a serem acionistas. Isso deve reduzir o custo de capital e viabilizar um maior número de projetos de investimento produtivo.

Nos últimos anos houve importantes avanços em nosso Mercado de Capitais, com a B3 figurando entre as principais bolsas do mundo. Porém, dados da World Federation of Exchanges deixam claras as oportunidades de crescimento. Nossa bolsa tinha, pela estatística de janeiro de 2018, apenas 342 empresas listadas, enquanto a bolsa da Índia possui mais de 5000 empresas listadas, por exemplo.

Espera-se que o número de empresas listadas cresça, bem como o mercado de títulos de dívida, que atualmente é menos representativo que o mercado de ações. Os números da ANBIMA e da B3 mostram que o volume de negociação das debêntures no mercado secundário ainda é menos de 10% do volume negociado em ações na média diária.

O crescimento desses mercados traz também diversas oportunidades profissionais. Corretoras e bancos que enxugaram as equipes e mesas de operação, devem voltar a necessitar de profissionais preparados para atuar em um ambiente cada vez mais dinâmico, com maior quantidade de papéis, mais agilidade e maior potencial de ganhos. Para a preparação desses profissionais há excelentes cursos, como o recém reformulado curso de Pós-graduação em Operador de Mercado Financeiro da FIA-LABFIN.PROVAR. O curso tem grade curricular única, com a fusão de teoria e prática, de professores profissionais no mercado financeiro, visando a formação de operadores. Para isso, o curso contém desde conteúdos de formação em Economia e Finanças, até as mais atuais inovações em termos de papéis e formas de operação. A próxima turma tem início em abril de 2019 e ocorre às segundas e quartas na FIA da Av. Paulista.

Fonte: LABFIN.PROVAR