[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text css=”.vc_custom_1460647858927{border-right-width: 1px !important;border-bottom-width: 1px !important;border-left-width: 1px !important;padding-top: 20px !important;padding-right: 20px !important;padding-bottom: 20px !important;padding-left: 20px !important;border-left-color: #a0a0a0 !important;border-left-style: solid !important;border-right-color: #a0a0a0 !important;border-right-style: solid !important;border-bottom-color: #a0a0a0 !important;border-bottom-style: solid !important;}”]Sobrevive, não o mais forte, nem o mais veloz, nem o mais inteligente, e sim aquele que melhor se adapta ao que inspira o consumidor.

Utilizo uma variação do pensamento de Darwin para ilustrar as mudanças de mercado. No início do século passado, o mercado era claramente “vendedor”, ou seja, aquele que produzia impunha suas condições e os consumidores tinham que aceitar por falta de alternativas. Neste período o forte reinava, e valia uma das máximas de Henry Ford na produção de seu automóvel, o Ford modelo T: “o cliente pode escolher a cor que desejar, desde que ela seja preta”.

Após as grandes guerras mundiais, a concorrência começa a ser mais acirrada, e o consumidor passa a ter mais importância nas relações, portanto, o mercado se torna “comprador” e as empresas buscam ser velozes, para responder mais rapidamente às necessidades do cliente, ou como diriam Al Ries e Jack Trout: “sempre é melhor ser o primeiro no mercado do que esperar para fazer o lançamento de um produto melhor”.

A próxima onda foi das empresas inteligentes, que buscaram impor seus produtos, não pela falta de concorrentes, porém criando uma necessidade do cliente, desta forma, o marketing não serve para atender as necessidades dos clientes e sim para criar as necessidades. O foco aqui é criar o desejo, especialmente em pessoas ascendendo nas classes sociais, onde é importante, não apenas o consumo, mas a demonstração do consumo, fato impulsionado pelas redes sociais. É possível observar uma série de empresas que comercializam artigos de luxo, oferecendo linhas de produtos mais acessíveis, bem como, empresas que fabricam em massa, buscando customizar seus produtos.

Com a evolução deste consumidor, conectado, consumista, politizado, globalizado, qual será o caminho da inovação, quem será o sobrevivente neste mercado? A resposta passa por aqueles que conseguirem estabelecer de maneira mais clara a relação entre marca e consumidor, que os valores daquelas empresas estejam cada vez em linha com os valores de seus consumidores, ou colocando de outra maneira, o consumidor deve ter orgulho de consumir aquele produto.

Desta maneira, o caminho da inovação é a inspiração. O consumidor, de forma consciente ou não, procura uma versão futura ideal dele mesmo, e a empresa que ajudá-lo nesta construção terá sua preferência. Cabe ao varejo ser o canal que facilitará ao consumidor viver esta experiência.

Empresas que esperam prosperar em períodos turbulentos, como o atual, devem pensar em produtos que reúnam pelo menos alguns destes atributos: saudáveis, sustentáveis, orgânicos, sociais, compartilhados, recicláveis, conectados, multifuncionais, individualizados, ecologicamente e politicamente corretos, pois somente assim terão a primazia do consumidor, que busca transformar o consumo em experiência. Por sua vez, a experiência será compartilhada, e isto resultará na influência e formação de novos consumidores.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]